sábado, 26 de março de 2011

Vênus - por: Paulinho Moska

"Não falo do amor romântico,

Aquelas paixões meladas de tristeza e sofrimento.

Relações de dependência e submissão, paixões tristes.

Algumas pessoas confundem isso com amor.

Chamam de amor esse querer escravo,

E pensam que o amor é alguma coisa

Que pode ser definida, explicada, entendida, julgada.

Pensam que o amor já estava pronto, formatado, inteiro,

Antes de ser experimentado.

Mas é exatamente o oposto, para mim, que o amor manifesta.

A virtude do amor é sua capacidade potencial de ser construído, inventado e modificado.

O amor está em movimento eterno, em velocidade infinita.

O amor é um móbile.

Como fotografá-lo?

Como percebê-lo?

Como se deixar sê-lo?

E como impedir que a imagem sedentária e cansada do amor não nos domine?

Minha resposta? O amor é o desconhecido.

Mesmo depois de uma vida inteira de amores,

O amor será sempre o desconhecido,

A força luminosa que ao mesmo tempo cega e nos dá uma nova visão.

A imagem que eu tenho do amor é a de um ser em mutação.

O amor quer ser interferido, quer ser violado,

Quer ser transformado a cada instante.

A vida do amor depende dessa interferência.

A morte do amor é quando, diante do seu labirinto,

Decidimos caminhar pela estrada reta.

Ele nos oferece seus oceanos de mares revoltos e profundos,

E nós preferimos o leito de um rio, com início, meio e fim.

Não, não podemos subestimar o amor e não podemos castrá-lo.

O amor não é orgânico.

Não é meu coração que sente o amor.

É a minha alma que o saboreia.

Não é no meu sangue que ele ferve.

O amor faz sua fogueira dionisíaca no meu espírito.

Sua força se mistura com a minha

E nossas pequenas fagulhas ecoam pelo céu

Como se fossem novas estrelas recém-nascidas.

O amor brilha.

Como uma aurora colorida e misteriosa,

Como um crepúsculo inundado de beleza e despedida,

O amor grita seu silêncio e nos dá sua música.

Nós dançamos sua felicidade em delírio

Porque somos o alimento preferido do amor,

Se estivermos também a devorá-lo.

O amor, eu não conheço.

E é exatamente por isso que o desejo e me jogo do seu abismo,

Me aventurando ao seu encontro.

A vida só existe quando o amor a navega.

Morrer de amor é a substância de que a vida é feita.

Ou melhor, só se vive no amor.

E a língua do amor é a língua que eu falo e escuto."

segunda-feira, 14 de março de 2011

.Ahhh o amor..

O carnaval acaba e o que sobram além das cinzas? Amores de serpentina..
Eu tive o meu, mesmo que não concretizado, e como no final todo mundo se perde surge um blog INCRÍVEL: "Oncinha , cadê você?"
Meu apelo está lá, quem sabe eu não encontro o meu "Cielo da Caixa".. Vamos torcer.
E que o próximo carnaval chegue logo, logo!!!

.Trupe de Banguetes no melhor bloco do RJ.

quarta-feira, 2 de março de 2011

.Minha carne é de Carnaval..

...O meu coração é igual!.

Está chegado a hora, os 5 dias mais felizes da minha vida.
Pra quem me conhece sabe que sou foliã de carteirinha, tudo culpa do Cordão do Bola Preta que me apresentou a alegria de um carnaval de rua.
Nos dias de hoje eu procuro blocos mais "tranquilos" nada de muvucadas na Rio Branco, ou Praia de Ipanema, a única excessão a essa regra é o Banga, Banguete declarada não reclama de calor e empurra empurra só para curtir aquela bateria.
Vamos colocar a fantasia para fora, e purificar alma e coração com essa energia maravilhosa!!

"Vai passar nessa avenida um samba popular
Cada paralelepípedo da velha cidade essa noite vai se arrepiar
Ao lembrar que aqui passaram sambas imortais
Que aqui sangraram pelos nossos pés
Que aqui sambaram nossos ancestrais"




segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

.yes nós |também| temos Moda.

Desde do dia em que criei esse blog minha intenção nunca foi transformar ele em um portal sobre moda (apesar de gostar muito, esse "mercado" já está bem saturado), mais devido as últimas coisas que estou sendo obrigada a ver pelas ruas onde passo tenho que dar o meu testemunho.

Para você que descobriu agora que usar short jeans com o bolso aparendo é divertido, é legal, é bacana, aqui vão algumas dicas de como utilizar de forma correta esta "ferramenta" de beleza a seu favor.
1º - O short não deve ser justo, tampouco da largura de uma ca
lcinha.
2º - O bolso não deve chegar ma altura do seu joelho, o ideal é que
apareça no máximo de 2 a 3 dedos de tecido.
3º - Tecidos lisos, com estampas discretas (liberty, xadrez...) são permitidos. É inaceitável o uso de tecidos brocados ou bordados com lantejoulas, esses só [ou não] na Sapucaí.

Para facilitar tal entendimento vou ilustrar esse 'tutorial'.

Não, Jamais, 'Nunquinha'!


Fofinho, Lindinhos, Use e abuse!



sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

1 min. please!


Meus queridos, estou sumida, é eu sei..
Mais isso tudo tem um bom motivo, volta as aulas e mudanças no trabalho, rotina nova, não me adaptei ainda.. uma correria só, e quando o tempo sobra eu desapareço do mundo.
Saudades de vocês.
Mais daqui a pouco eu volto, afinal carnaval ta aí, tenho muito o que falar!!

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

.amigas, amigas..

.Amigos - Vinícius de Moraes.

"Tenho amigos que não sabem o quanto são meus amigos. Não percebem o amor que lhes devoto e a absoluta necessidade que tenho deles.

A amizade é um sentimento mais nobre do que o amor, eis que permite que o objeto dela se divida em outro s afetos, enquanto o amor tem intrínseco o ciúme, que não admite a rivalidade.
E eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos! Até mesmo aqueles que não percebem o quanto são meus amigos e o quanto minha vida depende de suas existências ...

A alguns deles não procuro, basta-me saber que eles existem. Esta mera condição me encoraja a seguir em frente pela vida. Mas, porque não os procuro com assiduidade, não posso lhes dizer o quanto gosto deles.
Eles não iriam acreditar. Muitos deles estão lendo esta crônica e não sabem que estão incluídos na sagrada relação de meus amigos.



Mas é delicioso que eu saiba e sinta que os adoro, embora não declare e não os procure.
E às vezes, quando os procuro, noto que eles não tem noção de como me são necessários, de como são indispensáveis ao meu equilíbrio vital, porque eles fazem parte do mundo que eu, tremulamente, construí e se tornaram alicerces do meu encanto pela vida.


Se um deles morrer, eu ficarei torto para um lado.
Se todos eles morrerem, eu desabo!
Por isso é que, sem que eles saibam, eu rezo pela vida deles.

E me envergonho, porque essa minha prece é, em síntese, dirigida ao meu bem estar. Ela é, talvez, fruto do meu egoísmo.
Por vezes, mergulho em pensamentos sobre alguns deles.


Quando viajo e fico diante de lugares maravilhosos, cai-me alguma lágrima por não estarem junto de mim, compartilhando daquele prazer...


Se alguma coisa me consome e me envelhece é que a roda furiosa da vida não me permite ter sempre ao meu lado, morando comigo, andando comigo, falando comigo, vivendo comigo, todos os meus amigos, e, principalmente os que só desconfiam ou talvez nunca vão saber que são meus amigos!

A gente não faz amigos, reconhece-os."

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

.música do dia♫.

Começar De Novo
[Ivan Lins]

Começar de novo e contar comigo, vai valer a pena ter amanhecido
Ter me rebelado
Ter me debatido
Ter me machucado
Ter sobrevivido
Ter virado a mesa
Ter me conhecido
Ter virado o barco
Ter me socorrido
Começar de novo, e contar comigo, vai valer a pena ter amanhecido
Sem as tuas garras sempre tão seguras
Sem o teu fantasma
Sem tua moldura
Sem tuas escoras
Sem o teu domínio
Sem tuas esporas
Sem o teu fascínio
Começar de novo e contar comigo, vai valer a pena ter amanhecido
Sem as tuas garras
Sempre tão seguras
Sem o teu fantasma
Sem tua moldura
Sem tuas escoras
Sem o teu domínio
Sem tuas esporas
Sem o teu fascínio
Começar de novo e contar comigo, vai valer a pena já ter te esquecido